Agricultura Irrigada no Vale do Açu

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Além da construção do Açude Açu, as autoridades do regime civil-militar de 1964 ofereceram também outros incentivos para o desenvolvimento da fruticultura irrigada no Vale do Açu/Mossoró, o que atraiu para a região empresas agroindustriais, de insumos e de assistência técnica. Tudo isto contribuiu para a modernização da agricultura e para o desenvolvimento econômico do Estado.
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A exploração da fruticultura no Rio Grande do Norte se reveste, portanto, de grande importância econômica e se viabiliza por um conjunto de fatores determinantes e inter-relacionados […] Ressaltando-se que o grande destaque da produção de frutas irrigadas na economia do estado foi a sua possibilidade de integração com o mercado nacional e articulação com a economia mundial.
A partir da década de 1980, a produção de frutos tropicais na região do Vale do Açu, no Rio Grande do Norte, tem ocupado uma posição de destaque na exportação de frutos nacionais, reconhecido hoje como o pólo de produção de frutas irrigadas detentor de uma intensa área de modernização da Região Nordeste. O principal produto de exportação da fruticultura irrigada do estado é o melão, responsável por cerca de 90% da produção nacional exportada em 2000. Outros produtos também se destacam como: manga, uva, banana e melancia.

Fonte (citação): Considerações sobre agricultura irrigada no Vale do Açu e os impactos sobre o mundo do trabalho, de Jaime dos Santos Silva e Franciclézia de Souza Barreto Silva, publicado na Revista da ABET de Jan/Jun/2006.

 

Açude Açu

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A barragem Engº. Armando Ribeiro Gonçalves está localizada no rio Piranhas, na cidade de Açu-RN, a 250 km de Natal. O objetivo do açude é fornecer água ao Projeto de Irrigação do Baixo Açu, voltado para o desenvolvimento hidroagrícola do vale do Açu, numa área aproximada de 25 mil hectares e geração de quase 12 mil empregos.

A construção da barragem Engº. Armando Ribeiro Gonçalves exigiu ações complementares necessárias ao remanejamento das populações atingidas, com o enchimento do reservatório, e das infra-estruturas localizadas na área inundável da bacia hidráulica. Entre as ações desenvolvidas merecem destaque: relocação da sede do município de São Rafael com reassentamento de toda a população (730 famílias); construção de um dique de proteção à cidade de Jucurutu com reassentamento de parte da população urbana; relocação das linhas de transmissão e do sistema viário e reassentamento da população rural (1.852 famílias), em sítios convenientemente selecionados, de modo a não paralisar as atividades agrícolas, principal fonte de manutenção e subsistência. Foram também efetivadas as indenizações das propriedades mineiras localizadas na área do lago.
O Açude Açu é considerado o maior reservatório construído pelo DNOCS até o momento, com capacidade de armazenamento de 2,4 milhões de m3 d’água e bacia hidráulica com área de 195 km2. O volume regularizado é de 389 milhões de m3 para uma garantia de 90%.

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A construção da barragem começou em 1979. Um acidente no ano de 1981 atrasou o andamento da obra, que, após uma revisão geral do projeto, foi inaugurada em 1983, no tempo dos militares.

Fontes: DNOCS e fotografia de Livio Victorius.

Duplicação da Rodovia Presidente Dutra

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A via Dutra, que liga as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, foi inaugurada em 19/01/1951 pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, com pista duplicada apenas na proximidade das capitais. A duplicação de toda a rodovia ocorreu durante a década de 60, tendo sido concluída em 1967, quando tornou-se a principal autoestrada do país.

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Na foto da Wikipédia vemos um trecho entre Taubaté e Pindamonhangaba.

Depoimento sobre Março de 64

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Hoje, está mais que visto: não fossem os militares, estaríamos vivendo sob regime comunista. Com a queda do Brasil, não seria fácil de imaginar o Chile e Argentina, que já vinham sendo infiltrados pelos comunistas, sob o jugo de Moscou. Não seria também de duvidar que, com o continente latino-americano subjugado, o regime soviético tivesse mais alento e inclusive sobrevivesse mais algumas décadas. Não é demais afirmar que, sem a atitude dos militares em 64, o horror talvez tivesse dobrado a esquina do século. (Janer Cristaldo)

Fonte: Blog de Janer Cristaldo

Rodovia dos Imigrantes

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Ao longo do regime civil-militar de 1964, várias obras de modernização da infraestrutura de transportes foram efetivadas. Entre elas, a inauguração de novas rodovias, estaduais e federais, e a melhoria, com a pavimentação ou ampliação, de estradas mais antigas.

Doravante, publicarei pequenas notas lembrando algumas destas importantes obras. A primeira é uma maravilha da nossa engenharia civil, a Rodovia dos Imigrantes, que liga a cidade de São Paulo à Baixada Santista. Na Wikipédia, temos que:

Em 23 de janeiro de 1974 foi lançada a pedra fundamental da rodovia que seria inaugurada em 1976, considerada então um projeto revolucionário: a pista é composta predominantemente de viadutos e túneis atravessando a Serra do Mar. Esta deveria ser apenas a pista ascendente (litoral-São Paulo) das duas pistas previstas para a Imigrantes, mas era revertida para a direção em que o tráfego fosse mais intenso, mesmo porque a construção da segunda pista não se concretizou por anos.

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A foto mostra as duas pistas da Imigrantes. A construção da 2ª pista não ocorreu no tempo dos militares. Ela foi inaugurada em dezembro de 2002, como um resultado das negociações para a privatização do Sistema Anchieta/Imigrantes.

Fonte (citação e foto): verbete Rodovia dos Imigrantes na Wikipédia.

A EMBRAFILME e uma feira nordestina

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A EMBRAFILME (Empresa Brasileira de Filmes S/A) foi uma das inúmeras estatais criadas durante o regime militar, no ano de 1969, com a finalidade de fomentar a produção e a distribuição de filmes nacionais. A base de dados IMDb relaciona 232 películas produzidas e 329 distribuídas pela companhia, entre as quais sucessos de bilheteria como: Xica da Silva, Lúcio Flávio o Passageiro da Agonia, A Dama do Lotação, Pixote a Lei do Mais Fraco, O Trapalhão na Ilha do Tesouro, Memórias do Cárcere e Eles não Usam Black-Tie.

Segue a abertura do documentário “Nordeste: Cordel, Repente e Canção”, produzido por Tânia Quaresma, com o apoio da EMBRAFILME, onde podemos ver uma autêntica feira nordestina de meados dos anos 70, ao som de Zé Ramalho da Paraíba e Geraldo Azevedo.

O Sistema Cantareira

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A aceleração do processo de industrialização, iniciada em meados dos anos 50, combinada com o elevado índice de natalidade da época, levou a uma explosão demográfica na cidade de São Paulo. A população cresceu de 3,5 milhões, em 1958, para cerca de 6 milhões, em 1968.

Neste cenário, o abastecimento de água potável para esse mundo de gente tornou-se uma prioridade dos administradores, resultando no planejamento e construção do Sistema Cantareira: um conjunto de seis represas interligadas por túneis, canais, uma estação de bombeamento e uma de tratamento de água.

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Esta maravilha da engenharia teve as suas obras iniciadas em 1967 e foi inaugurada em 1974, no tempo dos militares.

Fonte: Portal da SABESP.

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